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Diferenças entre alopecia androgenética e eflúvio telógeno

Entenda as características clínicas, causas e tratamentos da alopecia androgenética e do eflúvio telógeno para um diagnóstico preciso.

paciente em ambiente clínico com iluminação suave, examinando couro cabeludo com dermatoscópio, foco no diagnóstico capilar detalhado

A alopecia androgenética é a forma mais comum de queda capilar, caracterizada pela miniaturização progressiva dos folículos pilosos em áreas específicas do couro cabeludo. Geralmente apresenta padrão hereditário e está relacionada à ação dos hormônios androgênicos. A evolução é lenta e contínua, com afinamento dos fios e redução da densidade capilar, principalmente na região frontal e no topo da cabeça.

O eflúvio telógeno, por sua vez, é uma queda difusa e temporária, desencadeada por fatores que alteram o ciclo capilar, como estresse, febre, cirurgias, uso de medicamentos ou alterações hormonais. Ocorre devido ao aumento súbito da proporção de folículos em fase telógena, resultando em queda acentuada de fios, geralmente após 2 a 3 meses do evento desencadeante. A recuperação é esperada em semanas a meses, com reposição gradual dos fios.

O diagnóstico diferencial entre as duas condições é fundamental para o manejo adequado. Na alopecia androgenética, a tricoscopia revela miniaturização folicular e variação no calibre dos fios, enquanto no eflúvio telógeno observa-se aumento dos fios em queda e ausência de sinais de miniaturização. O tratamento da alopecia androgenética pode incluir o uso de finasterida, minoxidil e terapias adjuvantes, enquanto o eflúvio telógeno requer identificação e controle do fator desencadeante, com suporte para recuperação capilar.


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Dra. Ana Damiani

Tricologista

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